terça-feira, 12 de junho de 2012

Relatório II Formação Missionária de Seminaristas Leste 2

RELATÓRIO A II Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE) do Regional Leste II iniciou-se com a apresentação por parte dos membros participantes e, iluminados pela Palavra de Deus (que fora ressoada por meio da oração conduzida pelos seminaristas da Diocese de Guaxupé), os participantes iniciaram seus trabalhos fazendo uma rápida partilha de suas experiências missionárias: Arquidiocese de Mariana destacou seu trabalho além-fronteiras; a Diocese de Guaxupé o trabalho missionário com a diocese irmã, Bragança do Pará; Diocese de Vitória – experiência em uma paróquia do interior; em cada ordenação uma “mini-missão” com objetivo vocacional na paróquia do candidato; Diocese de Campanha – a experiência das santas missões populares que está sendo realizada; Diocese de Itabira- santas missões populares segundo o método Luis Mosconi; Diocese de Guanhães – todos os anos missões em alguma paróquia, se reúnem com o jovens (juventude missionária) bem como leigos; Arquidiocese de BH – todos os anos acontecem missão, antes no território na arquidiocese, agora também em outros territórios; missão na diocese de Araçuaí; Ainda nas experiências, fora apresentado a Diocese de Teófilo Otoni – missão com comunidades rurais; Diocese de Caratinga – trabalhos nas semanas santas; Diocese de São Mateus – teologia, missão de 45 dias em Santarém, com Dom Esmeraldo - missão junto com as outras dioceses do estado, missões nas paróquias de origem; Missionárias de Nossa Senhora das Dores – missão em Camarões na África (missão relativamente nova - 50 anos – lá predomina o islamismo – as famílias que aderiram à fé católica se mostram realmente cristãos católicos, as celebrações duram em média 3hs); Fora exibido um pequeno vídeo do desenho animado “Animaniacs” onde a personagem dá uma aula de geografia, indicando o nome e localização de cada país. Após o vídeo, iniciou-se a formação com o Pe. Sávio, coordenador das Pontifícias Obras Missionárias em Brasília, com larga sabedoria propôs uma dinâmica, a partir da qual fez perceber que o primeiro desafio da missão é a própria família. Em suas palavras, o padre disse que antes todos confessavam a fé católica, hoje vê-se que as famílias mudaram sua estrutura, de modo a ser preciso um dialogo religioso, nessa diversificação de religiões. Ele partiu, pois aos questionamentos, sobre como está tal diálogo, se essa diversificação criou dificuldades ou compreensão dos outros, ou se ainda como estão no dialogo religioso, se diante de tudo ele fica comprometido. Alguns exemplos foram citados como cisão na família, situações de desunião, de modo a que fora unânime entre os seminaristas que, de fato, de as suas famílias estarem fragmentadas, ademais, que a vivência num “pluralismo religioso familiar”, por sua vez, tem como consequência a desunião das mesmas. Padre Sávio afirmou que ao ver-se o setor das famílias vê-se que o que há trinta anos se tinha como manifestação maciça de religião começou a fragmentar-se, de modo haver hoje uma dispersão da prática religiosa. Para ele é preciso ir mais fundo, ir aos valores do evangelho que vai além do culto, o que fica claro em Jesus que em sua prática não fazia questão de ritos, mas de valores. Disse que se não se chegar a uma mudança de valores, a um aprofundamento de valores, as várias modalidades se mostrarão ainda de forma superficial. Isso se mostra em todas as cidades. Antes se tinha uma só Igreja, que ao se chegar à cidade se perguntava onde era a sua localização, hoje, segundo padre Sávio, em um cruzamento se tem sete denominações religiosas diferentes. O que era monolítico se fragmentou na cidade nas várias instâncias, havendo uma multiplicidade, e isso aconteceu com as religiões, de modo que se se perguntar quantos paroquianos há em uma paróquia, não se sabe, não há limite territorial. Em suas palavras, portanto, afirmou que a religião dos que crescem no mundo são os sem religião, são pessoas que se irritaram com o comportamento dos ministros da sua religião e afastaram de suas práticas religiosas. Isso acontece pois, quando o devoto não está satisfeito, de modo que largue a religião. Fora citado o exemplo de Dom Eugênio Salles, que afirmou certa vez que os padres mais servem para afastar o povo da Igreja do que para aproxima-los. A multiplicidade de oferta produz uma multiplicidade de escolhas. Aí se tem o problema do dialogo religioso (tu não te colocas diante do outro como dono da verdade, mas como humilde servo e procurador da verdade). Santo Tomás diz que de Deus nós conhecemos aquilo que Ele não é. Dizer só que o que não é, nos deixa longe do objeto. Padre Sávio afirmou que há o problema da verdade: “sabemos que só temos sombras, intuições e isso não nos dá direito de afirmar a verdade, o que nos salva é a capacidade de aproximar do outro com respeito”. Ele elencou alguns passos necessários para tal contato e, o primeiro passo para dialogar, segundo ele, é o respeito ao outro, pois o respeito produz admiração. Jesus ensina que nunca se matarás uma pessoa que se ache admirável. É preciso olhar para a pessoa como pessoa e não com suas ideologias e escolhas. “Jesus olhava as pessoas não como elas são, mas como elas poderiam ser”. Fora apresentando o exemplo de Zaqueu, um ladrão em cima da árvore. Jesus ao encontra-lo pede que desça, aquele que merece ser apedrejado, além disso, vai na casa e o homem muda de rumo. Jesus não olhou para o ladrão Zaqueu, mas para o Zaqueu que pode ser um homem bom. Jesus entra na casa de Levi e saiu da casa de Mateus. O primeiro passo para se aproximar do diferente, é olha-lo com respeito. O segundo passo indispensável para o dialogo é escutar o outro, escutar o que o outro diz de si mesmo. Segundo Pe. Sávio, afirmou que muitas guerras aconteceram porque não foram capazes de escutar o que o outro dizia de si mesmo. Citou como exemplo o cãs de se colocar “etiquetas” nas outros como se coloca etiquetas nos mulçumanos, tratando-os como terroristas. É preciso, pois, escutar o que as pessoas dizem de si mesmo. Outro citado fora os dos missionários do Pime que, quando publicaram um livro de sua religião fora pedido que cada religião escrevesse sobre si mesmo, e não como os católicos achavam. Foi deixado para que cada um falasse de si mesmo. Assim quando se encontra com o outro, é preciso escutar. “Como o escutei, ele deixará que eu o diga sobre eu mesmo, mansamente, sem agressividade, sabendo que eu e ele somos servos da verdade e que nunca chegaremos à verdade plena” - afirmou. “Nós pensamos conforme pisamos” tal fora fulcro para as próximas reflexões de Pe. Sávio. Ele dizia que, se se mora no centro da cidade, pensa-se de um modo, se mora na favela, pensa-se de outro modo. Não tem jeito. Como exemplo cito o caso de Dom Moacir G., feito bispo do Acre, fora visitar a casa do dono do seringal, escutava que os seringueiros eram preguiçosos e, na missa do dia seguinte pregava que não se devia beber, mas, devia-se trabalhar. Um dia pegaram-no e levaram-no a uma casa, e um homem mostrou marcas de chicote do corpo. Aprendeu que quando se vai a uma comunidade, vai-se primeiro na casa do mais pobre. Padre Sávio afirmou que “nós clero, somos tratados com privilegio, se nós somos privilegiados pensaremos como privilegiados. Nós acordamos de manhã e nem precisamos pensar no que almoçar, enquanto no outro canto do mundo, alguém está pensando como conseguir o que comer”. Sua reflexão continua afirmando que a lei do trabalho não é respeitada, pois, pode-se acordar e navegar na internet, dormindo e, meio dia procurar o almoço. Disse que o perigo é que isso é começo de pensar como privilegiado. Segundo ele, os piores inimigos que se tem são os amigos, porque bajulam, elogiam; o inimigo é mais útil do que dez amigos, e ele te obriga a posicionar corretamente. Mas deixou claro que para isso não há necessidade de fabricar inimigos. É preciso também tomar cuidados de não se cai na armadilha de pensar que seus problemas são os mais importantes, mas deve-se habituar a ir além, a outra margem, onde Cristo não é conhecido e onde não existe Igreja. Segundo Padre Sávio, o discípulos é mandando àqueles que batem a porta em sua cara. O missionário não é mandado àquele que nos acolhem em casa, pois este vai ajuda-lo a inventar uma maneira de se chegar a ele. O missionário por principio vai onde não é aceito. Quando se vai para a África a grande tentação é de ficar entre os católicos, mas o missionário fora para lá para ficar entre os mulçumanos. Por estar-se num mundo pluricultural, plurirreligioso, se existe um grupo de pessoas que devem acolher os outros irmãos, somos todos, mesmo que não se saiba o que vai acontecer. Os cristãos não devem ter uma postura racista, xenofóbico (nunca esquecer que a arma de uma cultura é a sua religião). Sobre o multirreligioso, fora apresentado ainda o modo católico de celebrar, que é diferente na Europa, e na África. Como exemplo fora citado o modo e vida do catolicismo chinês que ficou tão anti-conciliar que será difícil aproximação. É preciso fazer dialogo com os irmãos de fé. O dialogo vai ser sempre necessário, com todas as pessoas, com todos os grupos. Fora exibido um vídeo intitulado “Nunca desista”, onde diz que “precisamos criar oportunidades para que as pessoas se desenvolvam (...) tornar o planeta mais justo e humano”. Conforme afirmou padre Sávio, o vídeo não cita o nome de Deus, explicitando que a mensagem também é para os que não creem. Segundo Pe. Sávio, o que mais ofende a Deus, o pecado mais grave, a vergonha que Deus passa no mundo, é por causa da realidade de injustiça. Segundo ele, Deus quis que outras pessoas participassem de sua felicidade e criou um mundo como berço para seus filhos, de modo o orgulho de Deus se chama humanidade. É algo paradoxal pois, com todas as tecnologias da ciência, tem-se dois milhões que passam fome, miséria e todo resto, como violência, de modo a desfigurar o que deveria ser a obra prima de Deus. Citando o livro de Jó, mas precisamente o que se passa na perícope do capitulo 2, que diz respeito a “Audiência no céu”, refletiu-se que o projeto de DEUS de fazer o mundo como lugar para os filhos e filhas participarem de sua felicidade, é algo preocupante. É, pois o pecado do mundo. A tarefa é, pois, fazer desse mundo mais glória de Deus. “Hoje vão morrer no mundo 350 mil pessoas, 200 mil de velhice, 150 mil antes do tempo, de fome, miséria, maldades. Só de crianças com menos de 5 anos 44 mil por dia”, afirmou. Segundo ele, Hitler matou seis milhões em quatro anos, todos os anos todos pela indiferença permite a mortalidade infantil referente ao número de mortos de dois holocaustos. Quando se fala de Pio XII, que não defendeu as vitimas do holocausto, ele fez o que pode fazer. Disseram que não sabiam. Conforme afirmou, hoje se sabe dos dois holocaustos que acontecem por ano. Vê-se acontecer debaixo dos olhos essas tragédias, e não se importa. A missão que Cristo quer dos cristãos é o renovar a face da terra: “envia teu Espírito Senhor e renova face da terra”. Toda missão que não muda a face da terra, é como uma maquiagem em uma pessoa com câncer. É preciso ir do seminário para o mundo, secularista, pluralizado, sofredor. No exemplo do “terremoto e dos escombros”, Pe. Sávio diz que entre as diversas categorias (bombeiros, enfermeiros) se tem outra, que é os que ficam só olhando, e todos os cristãos, ao olharem-se e ficarem lamentando. É o grande pecado que pode-se cometer e não fazer nada, ou ações de serventia nenhuma. Segundo ele, os encontros realizados não deveria ter animação, deveria ter indignação! “A indignação é uma virtude que deveríamos cultivar ainda mais” – afirma e continuou: “Os cristãos são pessoas de paz, mas não em paz. O cristão não pode ficar em paz. Esse é o desafio que teremos na frente”. Com a exibição do vídeo sobre a “História do Natal Digital” deu-se finalizado a primeira colocação do dia. ________________________________________ Após o intervalo, em continuidade aos trabalhos, Pe. Sávio iniciou nova reflexão com base no “evangelizar em modo evangélico”. Foram apresentados alguns pontos como o fato do tempo de crise na sociedade onde se há presente o secularismo, onde a religião não é mais o referencial da sociedade. Além disso, pelo secularismo, os sinais religiosos estão desaparecendo da sociedade, como no caso dos crucifixos das repartições públicas, ou no exemplo das rádios e televisão que eliminam o sinal religioso e são usados como sinal negativo, ou ainda nos filmes que usam do sinal religioso em sinal negativo. Além do secularismo, tem-se o pluralismo (múltiplas propostas religiosas e ideológicas - do boteco ao shopping); o laicismo, com a recusa da tutela da Igreja, onde símbolos religiosos questionados e banidos (ex: o fato de o papa ter dito alguma coisa não significa nada; o respeito para com os bispos no Brasil não foram garantidos por valores religiosos, mas por defenderem grandes causas da sociedade, por serem porta-vozes da sociedade que não é ouvida pelos governantes). Quanto a secularização na vida privada, Pe. Sávio apresentou outras situações como a recusa das diretrizes das Igrejas na política, na ética sexual (ex: o que a Igreja pensa da camisinha; abandono da prática religiosa; (os que vão na Igreja estão indo por convicção); charlatanismo e exploração do sentimento religioso (vídeo: sessão preço único: R$1,99 “sai sai sai saia da promoção, seja um crente de valor glorifica ao Senhor, toma jeito irmão) onde usa-se o tentar enganar o povo e o seu sentimento religioso, e daí o discurso da teologia da prosperidade. Quanto a questão do charlatanismo, apresentou que sempre se pensa nos protestantes como culpados por isso, mas há o problema entre os cristãos católicos que se parecem com os irmãos menores que querem imitar os maiores. Segundo Pe. Sávio, os católicos estão caindo na mesma situação, caindo por exemplo, no discurso do dízimo (“se tu pagas o dízimo, coloca-se Deus na parede – Edir Macedo). Isso é fazer de Deus, ao invés de um grande doador um grande devedor, não é mais a gratuidade de Deus, mas barganha-se com Ele ( o cristão verdadeiro não é aquele que diz “eu quero isso”, mas, “seja feita a tua vontade”). É uma mistura de religião com magia, uma manipulação de Deus. É preciso ter em mente que Deus é bom independente da bondade humana. Muitos agem como o filho mais velho da parábola do pai misericordioso “Tu não me deste um cabrito?” – como que se por estar na casa do Pai merecesse premio. O maior prêmio é estar na casa do Pai. Se quer ser missionário não se pode buscar premio maior, mas, com Deus estar. Não há maior premio do que amar a Deus e dar a vida por Ele, ao contrário hoje se procura na religião uma proteção ao troco de uma vantagem vindo pelo dinheiro. ________________________________________ Em continuidade aos trabalhos, Padre Sávio iniciou apresentou que a “crise é também oportunidade”. Alguns pontos foram elencados:  A crise que estamos enfrentando é vista como dificuldade, mas é preciso vê-la como oportunidade;  A fé que o povo tem agora não é por imposição hereditária (recusa de imposição hereditária); quem quer ir a Igreja vai porque quer;  Livre adesão à fé = hoje é muito difícil adesão da fé por meio de infinidade de questionamentos;  Maior participação dos leigos, mulheres na vida da Igreja; a maior participação no Centro Missionário em Brasília antes eram missionários estrangeiros, hoje são leigos;  Procura de formação bíblica, teológica; Para ilustrar a explicação Padre Sávio utilizou de analogia, com o exemplo do que aconteceu na França em 26 de Dezembro de 1999, com o acontecimento do Furacão Lothar. Ao passar no leste da Franca, com ventos de 150 km o furacão provocou grande destruição. Muitos dos responsáveis para área tiraram suas vidas devido a grande perda. O projeto depois de tudo era, pois reconstruir a mata outrora destruída, mas algo surpreendente aconteceu. Onde o furacão casou a aparente destruição cresceram brotos e muitas plantas que haviam sido sufocadas. Apareceu deste modo, um novo bosque. Hoje todos aprendem que o Espírito está falando nos acontecimentos, nos leigos. Leva a pensar que na pastoral é preciso um modo novo de enfrentar os problemas e, ao questionamento: “Na pastoral: planejar e executar com espírito empresarial ou acompanhar a ação do Espírito?” Fato é que Deus deu ao mundo autonomia, e não pode se ficar pedindo a Deus que faça uma intervenção; isso é tentar a Deus. O grande perigo dos planejamentos: agir como se fossem os donos do campo; não respeitar a ação do Espírito que renova todas as coisas. Ainda na sua reflexão Padre Sávio elencou os nove passos para se realizar uma evangelização de modo evangélico, assim apresentados: 1- Permanecer constantemente destinatários do Evangelho; (a primeira pessoa a ser evangelizada são os evangelizadores. Se é verdade que se afugentam as pessoas, é verdade que se ao mudar o jeito de agir, haverá atração por parte das pessoas, isso conforme Padre Sábio “como o pássaro que canta e nem sabe que está alegrando o nosso coração. Há vinte anos o xique era ser profeta, era orgulho dizer que era profeta, hoje é missionário. Não basta botar a etiqueta, é fazer de verdade”. A palavra se desvirtua e depois vai servir pra que? Estamos correndo o risco de desfigura-la e não servir depois para nada. Ex: Estatua de São Pedro em Roma, onde o pé se desgastou pelo beijo. Se não se muda de nada vai adiantar as semanas missionárias, missão continental, etc. O conceito de missão na Bíblia, é cidade posta no monte, num banquete de ricos manjares. A Missão deve ser por atração e, deve-se ser destinatário do Evangelho, e o evangelho para todos. Normalmente se coloca a culpa nos outros, mas frente a Abraão e a situação de Sodoma e Gomorra, porque ele não continuou? Porque não perguntou, se tivesse cinco justos, um único justo? O Pai na fé não teve condição de continuar. Todos tem condição de salvar o mundo! O missionário não pode jogar a culpa nos outros! 2- Procurar Cristo onde Ele está; de Deus não sabe-se nada. O que sabe-se de positivo de Deus se chama Jesus Cristo, porque veio ao mundo para ser a manifestação perfeita de Deus, a Deus ninguém viu, mas vimos a Jesus de Nazaré. O referencial para a nossa religião é Jesus Cristo, é ele o modelo que se deve procurar e imitar, isso significa que deve-se conhecê-lo, não superficialmente. Não se pode cair na teoria de que, depois de ordenado, é para parar de ler livros sobre Jesus, isso é pecado de omissão grave. É como médico que não se atualiza, em dez anos tudo evolui, inclusive a teologia e a compreensão dos dogmas; É preciso colocar como propósito de padres, estudar muito e bem, procurando livros melhores e sérios. É preciso ler livros a favor e contra Jesus, os livros do contra nos ajuda a aprofundarmos na Verdade. Deve-se ter paixão grande para conhecer tudo o que se refere a Cristo, pois, se isso não acontece, procura-se Cristo onde ele não está. Cristo não está onde teólogos o colocaram. É como que se Cristo quisesse escapar do ostensório para ficar junto da Dona Maria que está morrendo na rede. O modo de ocupar o tempo se assemelha a Jesus Cristo? Fica-se como as mulheres que buscam a Jesus no sepulcro onde não ele está, e facilmente encontra-se alguém que se faça de Cristo, uma caricatura de Cristo, de uma imagem falseada de Jesus Cristo, muito Cristo clonado por aí. 3- Ser hóspede; Ser hospede incomoda. Hospede significa que você não tem domínio de si – ex: você não visitar uma casa e sai querendo mudar tudo. Jesus disse pra ficar na mesma casa, no arroz e feijão e, ao contrário, nas missões cada dia se come em uma casa, um banquete. O hospede fala baixo, é humilde, apreciador da família e da riqueza da comunidade, é desarmado na humildade e simplicidade. Hoje se tem um complicador, porque na casa onde se vai, não está dito que todos devem ser católicos romanos. E se devêssemos obedecer aos nossos bispos, teríamos que ir as casas que não conhecem a Cristo. Para se ir é preciso três rupturas: 1º sair de onde estou, do meu lugar. Missionário por fundamento sai, é enviado, arrancado. Missionário que está no seu lugar não é missionário. 2º é a travessia - o que vou encontrar no caminho? E na travessia se pode encontrar tempestades; 3º o Lugar. Onde não se conhece ninguém. Não se sabe entrar nos lugares onde Cristo nos ensina. Nas paróquias a maior parte do tempo estão no meio das pessoas que veem para nós, não somos nós que vamos. Dentro da paróquia nada de usar carro, é preciso andar a pé, devagar, onde a criança, o pobre possa te alcançar. Mas não vou chegar? Não é para chegar, a rua é seu lugar. As pessoas que precisam de mim devem ser minha vocação. É precise pensar sempre em Jesus Cristo; quem comandavam na vida de Jesus Cristo eram as pessoas que precisavam dele; ser criativamente, alegremente hospede, não de cara amarrada) Assim sendo, Pe. Sávio exortou a inovar os nossos trabalhos pastorais, criar e recriar modos novos de enfrentar os problemas, não planejar e nem executar com espírito empresarial, mas a partir do Espírito Santo. Para que esta prática seja eficaz e autêntica, é preciso enfrentar o desafio de evangelizar o evangelizador. Para tal feita, foi proposto a reflexão dos seguintes pontos: permanecer constantemente destinatário do Evangelho, procurar Cristo onde ele está, ser hóspede, ser solidário nas alegrias e na dor, fazer pensar a partir do anúncio, desmistificar as falsas imagens de Deus, por fim, respeitar a “diversidade eclesial” (At 15, 19). Finalizada a reflexão fora apresentado o vídeo “Crente Celular”. ________________________________________ Após um pequeno intervalo fora apresentado a reflexão “Discípulos missionários: Do Seminário para um mundo secularizado e pluricultural à luz do Concílio Vaticano II”. As riquezas culturais estão desaparecendo devido a globalização. Na África se encontra produtos do Brasil As culturas deveriam se valorizar, como as religiões. Como sonharíamos o mundo? Todo Católico Romano Apostólico Romano? Não, não seria bom para o mundo. Mas a África com a sua eclesiologia, com a cara da África; a China com o rosto da cultura chinesa. Quanto mais variedade de som, mais musica se produz. Isso acontece com a religião. O entendimento com a religião católica é Greco-romano, somos filhos do evangelho dito pela cultura Greco-romana. O evangelho lido com a mentalidade asiática é mais rico do que lido com a nossa mentalidade. (Apresentado aqui a história do tartaruga e da lebre) Relembrando a todos a “estória da tartaruga e da lebre”, Pe. Sávio disse que a referida estória, lida na Índia, os indianos viram a tartaruga como cruel, porque não parou para perguntar se a lebre estava bem. “Deveriam caminhar juntos, para que competição?” É uma mentalidade de doação, mas na mentalidade ocidental há presente a competição. É preciso aprender a não valorizar a competição, pois, segundo Pe. Sávio “no dia em que pararmos de competir uns com os outros, seremos cristãos, nos aproximaremos mais do cristianismo”. Para ajudar na reflexão fora apresentado do vídeo “Quem mexeu no meu queijo?” e proposta a reflexão por Pe. Sávio que disse: “Vocês reconheceram muito de nós nesses duendes? No nosso trabalho no mundo secular e pluricultural nos ensina a procurar queijo novo. Nas nossas pastorais, nas catequeses, acomodamos e achamos que o que fora bom ontem será bom hoje. Quando da época do Concilio Vaticano II muitos disseram que não se precisava. Hoje muitos tremem ao se propor mudanças. Na sociedade onde tudo muda constantemente, ainda não sabemos, não mudamos o modo como mostrar a capacidade de anunciar o Cristo. Só nos atualizamos, usamos data show, mas o modo de falar é queijo velho”. O texto “Dúvidas pascais”, autoria de Luis Fernando Veríssimo, também fora apresentado e, fora dito que “a ressurreição de Cristo é verdade fundamental na nossa religião, pois, conforme disse Paulo, se Ele não tivesse ressuscitado seria vão a nossa fé. Mas a concepção de nossas famílias são essas. Nós temos uma dificuldade grande de transmitir ao povo as verdades mais fundamentais da nossa fé, é urgente um trabalho de educação profunda, meios básicos de transmitir a nossa fé”. Segundo Pe. Sávio é preciso aprender uma devoção nova: aos bancos vazios. “O padre não deve se satisfazer com os bancos cheios, mas com os vazios. Banco vazio designa que o que ofereces não atrai, e os que estão na Igreja não são atraentes para os outros. Quem vem a Igreja deveriam se tornar os grandes anunciadores da nossa fé. O povo em geral não vai ler a nossa Bíblia, não vão ler o nosso Catecismo, o que fará o anuncio do evangelho será o cristão que pratica a sua fé, e tornará atraente a nossa fé com sua vida. Ao invés de nos tornamos uma página bela da Bíblia, seremos uma caricatura da Bíblia. Quantas vezes somos caricaturas de nossa fé, e caricatura não atrai. Se tem bancos vazios é que tem muita caricatura na comunidade e, até mesmo o presbítero. É a devoção, pois aos que não estão”. Hoje somos 27% da população do mundo. Depois de dois mil anos ainda não se conseguiu evangelizar 73% por cento. Os cristãos hoje são uma espécie em extinção. Há 90 anos o papa Bento XV disse que depois de quase dois mil anos, diante de tantos trabalhos humanos, um bilhão de pessoas não conhecia a Cristo, era 50%. Durante o CVII 60%. Hoje se avançou a passo de caranguejo, se esta diminuindo e isso deve ser causa de preocupação. Pe Sávio afirmou que “claro que Deus salva os homens pelos caminhos que não são nossos, mas é responsabilidade nossa o anuncio do evangelho aos povos”. -Texto : O Messias está no meio de vós. Quando um missionário foi a uma aldeia do Maranhão o cacique disse: “se fores falar de não cobiçar a mulher dos outros...isso nos sabemos”, queremos saber de que lado estará no ‘tombo do pau’”. Missionário não é turista e nem pregador, mas é o esteio na qual a comunidade pode confiar, estarão juntos nas dificuldades. A grande mensagem que temos de dar ao povo, não é tão complicada, mas apresentar o Deus que nos ama, como Pai que ama sem condição, nem limites, que perdoa sempre, e que perdoa a todos sem exceção, começando pelos desprezados e pelos pecadores; que o amor é a única lei da vida, e o serviço é a norma. Jesus Cristo não dá ordem, mas veio obedecer ordens, a ordem de que nenhum se perca. A nossa religião é religião da salvação, não deveria espantar. Deveríamos ser missionários, não para dar ordem, mas para obedecer. “O Filho do Homem não veio para servir”, veio para servir e lavar os pés ao invés de ficar procurando os primeiros lugares. Para lavar os pés precisamos saber qual a sujeira dos pés, é conhecer a realidade que enfrentaremos. Em meio ao povo, devemos ser aqueles que mais conhecem as dores do povo, é necessário o conhecimento de Jesus Cristo, mas também da realidade socioeconômica do nosso povo. Muitas vezes pregamos sem saber da realidade do nosso povo. - Cf. - DAp 65 – situações de sofrimentos. “Entre nós está e não o conhecemos, entre nós está e nós o desprezamos”. Depois de Aparecida, os discípulos-missionários, falaram muito de missão, mas, nossos povos tem mais vida? Parou-se na metade do caminho. Diante de inúmeras iniciativas sobre a palavra missão, praticamente não fora feito nada para a vida do nosso povo. Diante desse povo que nos faz sofrer, é sugerido que nós sejamos advogados de defesa para os pobres. A Igreja é convocada para ser advogada da justiça e defensora contra as injustiças sofridas pelos pobres, diante das situações que clamam ao céu. Os pobres quando precisam de defensor podem contar conosco? É triste ouvir padres falando mal dos pobres, esse pecado não tem perdão, é como o pai e uma mãe falando mal de seus filhos. Quando Jesus passou no meio de nós, ele se misturava com os pecadores, médico que vai com os doentes. Somos seguidores de Jesus, somos como Ele, chamados a sermos médicos. Ninguém nega que pobre tenha defeito, mas como advogado eu não tenho que pensar nos defeitos, mas, nos direitos, diante das desigualdades que clama ao céu. Se não somos advogados deles, falhamos em nosso dever fundamental. A nossa tarefa é a defesa dos pobres. 1. É preciso ser amigos dos pobres, algo muito difícil. Como se é amigo? (cf. DAp 397 ) Solicita-se dedicar tempo aos pobres. E nunca se tem tempo, ao contrário se chega um rico logo se arruma tempo para ele. Pega tua agenda e veja quanto tempo dedicas aos pobres. É uma divida enorme que estamos a dever e no dia do pagamento será fogo. 2. É preciso prestar a eles amável atenção. Aquele sorriso dado à primeira-dama deveria ser dado aos pobres. 3. É preciso escuta-los com interesse, fazer com que se sinta bem; 4. Acompanhar os pobres nos momentos difíceis. Podemos dizer: “ah! Pobre tem vários momentos difíceis” – mas em todos os momentos, todos estejam nos momentos difíceis. 5. Nós terceirizamos a caridade nas nossas comunidades. Os Vicentinos vão levar para os pobres. A caridade não são os dois kilos de alimento dados, mas a visita que fazes ao pobre. Não é levar à Igreja, é levar na casa do pobre, e passar uma hora com os pobres. Temos que ensinar o povo a estar no meio dos pobres. Antigamente os padres iam visitar os doentes, levar a eucaristia, hoje, como Pilatos lavam as mãos e mandam as ministras extraordinárias. Para os pobres nunca se negue tempo! Pode-se mandar as ministras, mas deves visita-los também. 6. Compartilhar com os pobres, horas, semanas e anos da vida. 7. Não ter medo de fracassar. Vejamos o exemplo de Davi e o gigante Golias; Nós na Igreja nos envolvemos em tantas armaduras de Saul que não conseguimos enfrentar nossos problemas. Devemos ser pessoas desprendidas; Quando Aparecida pede para se reformar a paróquia, uma transformação radical. Ninguém ouviu. As paróquias continuam as mesmas. Quem nos dá queijo novo pelas pessoas que não estão bem, essas não vão mudar, nem ajudar, quem mudará a situação será os sofredores. Certa vez 40 bispos fizeram um propósito nas catacumbas de que não usariam as vestes, mudariam o linguajar de títulos, mas não deu certo. Temos muita parafernália que nos atrapalha. Vocês conseguem imaginar Jesus vestido com todas as pompas numa missa pontifical na catedral? Só de imaginar é um desrespeito. Nós ficamos presos a conveniências da tradição que não serve mais e ficamos presos a essas estruturas. O CIRCO Certa vez o circo pegou fogo e mandaram o palhaço avisar na cidade que o circo estava pegando fogo. Não deram credito a palavra dele achara que era propaganda do circo. Moral: não se pode dar noticias sérias vestidos de palhaço. Isso nos impede de sermos anunciadores verdadeiros. Quando esse mundo começar a ridicularizar-nos, a rir de nós, talvez sejamos mais fiéis a Cristo. Eles não rirão de Cristo, porque Ele é autentico, rirão de nós. Devemos voltar a simplicidade de Cristo. Daí enfrentará o secularismo com mais simplicidade. Aí verão que temos uma mensagem séria para anunciar. Vídeo – “A morte” ________________________________________ Vídeo- experiência missionária na África – o Regional Sul III tem projetos com a Igreja de Moçambique desde os anos 90 (projeto aberto aos outros regionais); - “Não vá querer ensinar, vá querendo aprender”. Uma coisa que é de Deus, é que não se vê missionários maltratados. Esse sinal é sinal da nossa fraternidade. Pergunta-se porque missionários asiáticos aqui no Brasil, sendo que lá se precisam de missionários? A partilha, o intercâmbio é raiz da missão. Ninguém é missionário na sua terra. O que vamos anunciar? Porque acontece missão que não é libertadora, escraviza (Mt 23, 15 – pode haver uma missão que não é cristã, missão que não é libertadora). Jesus de Nazaré era um homem religioso? Era religioso e, no entanto fora morto pela autoridade religiosa de seu tempo. No tempo de Jesus a religião considerada verdadeira era o judaísmo, a autoridade legitima (o Sinédrio), condenam a Jesus por motivo religioso, condenado por ser impostor e blasfemador. Coloquem-se no lugar dos hebreus que pronunciavam o nome de Deus uma vez por ano, e esse homem hebreu, encontra um rapaz como Jesus, e que se diz Filho de Deus. Isso é um choque para um hebreu e não tem condição de aceitar uma declaração dessas. Jesus se encontra com um paralitico e diz que os pecados estão perdoados (e pecados só Deus pode perdoar). Jesus fora condenado por isso motivo. Segundo Pe. Sávio há duas maneiras de ser religioso que não batem uma com a outra. A maneira de ser religioso de Jesus e diferente e incompatível com a dos fariseus. Nosso modo de ser religioso é como o modo de Jesus ou como o modo dos fariseus? Como exemplo, contou a história de um homem que apareceu em Jerusalém e se fez passar com Jesus, os padres mandaram coloca-lo na cadeia, pois o consideravam louco. - Cf. O Bom Samaritano - o maldito samaritano odiado pelos judeus, olhou, viu o coitado e ajudou-o, cuidando dele. Ele se aproximou. O próximo é aquele da qual Tu te aproximas. O motivo de o sacerdote e o levita se tornarem indiferentes, fora a religião que não permite isso. Quantas vezes: - “Padre preciso falar com o Sr? – Me desculpe tenho missa nesse momento, ou, me desculpe tenho batizado agora”. O samaritano sentiu revolvidas suas vísceras na misericórdia. A parábola do bom samaritano é a autobiografia de Jesus, nela se percebe a religião do discípulo de Cristo. Se nós falharmos nesse ponto, estamos em dificuldade de compreensão. Pe. Sávio questionou aos presentes numa breve comparação com uma prova de vestibular: “Se você vai fazer a prova do vestibular e no dia anterior alguém apresentar as respostas? Jesus faz a mesma coisa, é tão bondoso que nos dá as perguntas e as respostas!” Em Mt 25, 21-46 – nessa perícope vemos a palavra maldito, nunca aparecida antes nas Escrituras - que são aqueles que viram seu irmão com fome e não deu a ele nada de comer. E nós vemos dois bilhões de famintos morrendo de fome. Em contraste vemos dois bilhões de pessoas que comem demais; nós pertencemos ao mundo dos malditos. A verdadeira religião é aquele que dá de comer, a dar água que tem sede, a fazer a vontade do Senhor. Fora disso não há religião! O escândalo da America Latina é ser o continente cristão, mas o continente mais desigual. Nós corremos o perigo de fazer tantas coisas para nos salvar e nos esquecermos da única coisa necessária que é dar de comer a quem tem fome. Conforme nos ensina Jesus, podemos compreender, pois que, na porta do Paraíso estão os pobres. Serão eles que nos receberão na Eterna Mansão. A missão não é feita com palavras, mas com ações. - História de uma rã; - nós já estamos meio cozidos ou não? Há uma necessidade de estarmos atentos ao mundo que vivemos. Nós pensamos como pisamos, e como pisamos numa sociedade de consumo, é preciso conhecê-la. Todas as religiões do mundo tem uma norma fundamental: “amarás ao teu próximo como a ti mesmo, ou não faça ao outro o que não gostaria que fizesse a você” – essa é a regra de ouro para todas as religiões. O encontro com as religiões em Assis, afirmou justamente esse ponto comum, que nos iguala a todos. Só tem uma religião que não aceita essa norma fundamental, que é a religião do mercado. É a religião mais numerosa, porque nela estão muitos que se chamam cristãos, mulçumanos ou budistas. É a religião que têm seus templos no shopping, tem seus teólogos nos economistas, lei básica de que “fora do mercado não há salvação” e está se insinuando nos seguidores de outras Igrejas. Pe. Sávio questionou pois a postura dos cristãos: “Quantos cristãos passam no shopping sem sentir remorso. Quantos que então no supermercado e sai sem comprar? Ou compra o celular da ultima geração? É o tempo da inutilidade! Nossos gastos estão na inutilidade”. Segundo ele, a religião do mercado não combina com as outras religiões porque não se importa com o próximo e afirmou que os cristãos facilmente caem nela. As grandes revistas são propagandistas da religião do mercado. Sem decisão, acabaremos cozidos como a rã. - A corrida dos sapinhos - “A multidão continuava gritando: ‘vocês não vão conseguir’”. “Seja ‘surdo’ quando alguém lhe diz que você não pode realizar seus sonhos.” Vídeo – E se eu der tudo? – Devemos nos alimentar de comida que nos levem a ser evangélicos, se nos alimentarmos com a comida do mercado, se não formos salvos dessa mentalidade, encontraremos pretextos e justificações para tudo, maneiras de ficar tranquilos com a consciência. Vivemos em nossos castelos seguros, e nossos dinheiros só são usados para buscar o vicio e isso nos torna insensíveis às necessidades de nossos irmãos, porque quando chegar o horário do almoço, a comida vai estar lá pronta. Acostumamos-nos a um ritmo de vida aburguesado, desperdiça-se muita coisa, como água, comida, tempo, oportunidades. Vida folgada não presta, é preciso a vida de um atleta que se prepara para uma Olimpíada. Deve-se ser como artistas que se preparam para sua atuação. A vida de quem quer ser significativo no mundo está cheio de exigências, vida austera, enxuta, sóbria e, com tudo isso, serena, alegre, gostosa, sem cara fechada. Esse é o remédio que vencerá a sociedade secularizada, é o anuncio ao mundo consumista. É mostrar que ao renunciar, mostra-se que nem por isso são menos dignos. Tem que se viver com o menos possível. Quanto se fazer retiro, passe na sua sala e retire tudo o que for supérfluo. Quando terminar o processo de seminário é preciso ver a quantas coisas inúteis o seminarista se apegou, serão caixas e caixas. Conforme dissera Pe. Sávio, não há de se preocupar com casa, porque serás sempre hóspede. - “Estudei doze anos para morar numa choupana dessa?” – é preciso mudar o jeito de viver. Tem que se ter outros critérios para ser feliz. Não se pode usar como critério de felicidade, o que nos impõe a sociedade de mercado. -A fabula da convivência - “É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios. É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar (...) Que possamos nos aproximar uns dos outros com amor e serenidade” -A convivência foi o aspecto mais missionário do Vaticano II; os bispos tiveram experiência do convívio comunitário; foram momentos com dificuldade, mas se acostumaram à necessidade da ordem, de estudar os temas, de não impor as ideias. Dom Helder nunca falou no Concilio em publico, mas preparava documentos escritos e, sobretudo, organizou o estudo das conferencias episcopais. Dom Helder defendia a necessidade de fazer uma palavra de defesa dos pobres, pois se tem palavras, mas não com a contundência necessária. Padre Sávio finalizou mais um período de atividades dizendo que o prevaleceu fora, portanto, a comunhão dos bispos. O Concilio disse, o que naquele momento histórico os bispos puderam dizer, não é a ultima palavra da Igreja, foram as palavras ditas na década de 60. Hoje se deve buscar as palavras para a nossa época. Há grupos que resistem ao Concilio, outros buscam a situação de 60, outros tem a visão de anos à frente. Vive-se numa Igreja plural, mas, dentro das divergências, deve prevalecer a caridade e esforço do diálogo. Logo após a reflexão realizou-se a oração do terço missionário e, por fim, realizou-se uma partilha entre as Dioceses, testemunhos missionários estes que tiveram como objetivo apresentar os trabalhos realizados pelo COMISE de cada Diocese, uma partilha muito enriquecedora, carregada de mística e vivência profunda de missão, acompanhada dum momento de socialização a fim de celebrar o aniversário de Érica Júlia (coordenadora). Deste modo, encerramos nossas atividades deste primeiro dia, vinte e seis de maio de 2012. ________________________________________ Iniciamos o segundo dia de formação rezando a Santa Missa, na qual celebramos a Solenidade de Pentecostes, presidida por Pe. Sávio; Em seguida, ele reiniciou seu colóquio, que teve como tema a criação do COMISE e seus objetivos. Muitos seminários querem que se mandem estatutos para seus Comises, mas cada seminário deve ter seu estatuto, pois, cada um tem sua realidade diferente. A primeira dica devem ser as motivações ideais: O que queremos alcançar com o Comise? Ao ensinar as questões dogmáticas, bíblicas, morais e históricas, chamem a atenção para os aspectos missionários nelas contidas (cf. Concílio E. Vaticano II, Decreto Optatam Totius, sobre a Formação Sacerdotal, nº 20). Não basta só dizer missiologia, pois, é matéria jogada ao escanteio, mas deve ser uma matéria que penetre as demais. É interdisciplinaridade. O COMISE deve cobrar essa norma do Concílio à direção dos Seminários. Os candidatos devem transcender a própria diocese, nação ou rito, e ajudar as necessidades de toda a Igreja, dispostos a pregar o Evangelho em toda a parte. Os candidatos devem ser formados não para a diocese, mas padres para o mundo. O COMISE devem incentivar essas ideias. Pio XII dizia que a educação aos candidatos ao sacerdócio seja orientada de tal modo a tornar possível uma sólida e profunda consciência missionária (cf. Encíclica Saeculo Exeunte octavo, nº 27) Cf. Encíclica Saeculo Exeunte octavo, nº 28; Cf. João Paulo II Encíclica Redemptoris Missio, nº 67; Cf. Paulo VI, Motu Próprio Ecclesiae Sanctae promulgando as normas executórias do Decreto Ad Gentes nº 1; Cf. Paulo VI, Motu Próprio Ecclesiae Sanctae promulgando as normas executórias do Decreto Ad Gentes nº 5; A diocese não conhece seus missionários e, os missionários não tem relacionamento com sua diocese. O missionário para o ser deve ser enviado e quem o envia é a diocese, a Igreja de origem. O que ele vai anunciar é o que aprendeu em sua formação cristã inicial. “Nós dizemos que a missa está ruim, mas o povo está sedento de exemplos de pessoas que se sacrificam pelo Reino de Deus, dizei na celebração que virá um missionário da Angola e o povo irá.” É preciso atualizar o cadastro dos missionários da diocese. Facilitando a comunicação com os missionários. Deve-se fazer o jornal Mural no Seminário ou um setor reservado às missões. Que as bibliotecas do Seminário tenham livros atualizados, bem como as revistas missionárias também e, os seminaristas devem lê-las. -slide: O menino de Manágua; Os povos que precisam de evangelização, estão a falar “digam a alguém que estou aqui”, os povos evangelizados facilmente se esquecem deles. Cf. Cf. Paulo VI, Motu Próprio Ecclesiae Sanctae promulgando as normas executórias do Decreto Ad Gentes nº 6; Cf. João Paulo II, Mensagem para o dia mundial das missões, 1990 = A primeira coisa que se pede é que o pároco seja padre do mundo, ninguém é dá pároco de Santa Efigenia etc, é preciso despertar a consciência dos fiéis. No Brasil começou o grupo de famílias missionárias que orem pelos missionários, e eduquem seus filhos no espírito missionário. Outro grupo a incentivar é o dos doentes e idosos missionários que o seu sofrimento seja oferecimento em forma de sacrifício para as missões, que se sintam missionários como os demais que estão em tantos lugares. Nos jovens o fervor missionário de maneira que entre eles surjam futuros mensageiros do Evangelho; O material missionário enviado para as Igrejas, os párocos não repassam, engavetam, é um crime porque custa dinheiro e tempo. É preciso controlar para que o material chegue a toda à parte. Verificar na diocese se o material é suficiente em toda a diocese. “Nos seminários é preciso despertar em todos os futuros sacerdotes uma espiritualidade sacerdotal aberta à universalidade da Igreja, à missão redentora de Cristo, que deve realizar-se em toda a terra” (cf. Sagrada Congregação pela Evangelização dos Povos, Formação Missionária dos futuros sacerdotes, 17.05.1970) – O sacerdote e o seminarista devem ter espírito missionário a fim de que todo povo tenham o mesmo espírito. É preciso organização. O importante é que tenha um organismo que movimente o espírito missionário. Além de ter o objetivo. O que quer fazer? É preciso criar momentos missionários dentro do Seminário e, procurar acontecimentos, motivos para ressaltar a dimensão missionária para o seminarista. Cuidar que o estágio pastoral seja bem preparado e bem acompanhado. É importante que o seminarista exija da comunidade que fora enviado que peça da comunidade uma avaliação por parte da comunidade. Os leigos “tem um faro especial”. Não tenha medo de pedir a avaliação dos vigários, mas também do povo para a qual trabalham. Esse é um trabalho que o COMISE faz com o seminarista. No mês de outubro o COMISE devem motivar todos os seminaristas a trabalharem o mês missionário. No Seminário seja feito a novena missionária. Pe. Sávio inferiu este momento nos convidando e explicando sobre o Congresso Nacional, que será realizado em Palmas (TO). Desse modo, encerramos o II Formise e este segundo dia, cuja data é vinte e Sete de maio de 2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário